segunda-feira, 8 de julho de 2013

Lágrimas, Amizade, e Amor, parte 2

Blush. Delineador. Gloss.
- Nossa! Você ainda sabe se maquiar. - Disse para o meu reflexo.
Mochila. Chaves. Balas de morango.
A casa do Ian não é muito longe, mas dá pra aproveitar o caminho. Por todo lado casas antigas - um toque na campainha. - A casa dele nem se encaixava naquele bairro por ser tão moderna.
- Oi!
- Oi.
- Você tá linda... Entra.
Meu rosto ardeu e na hora percebi que deveria está vermelha, e com certeza ele também percebeu.
Começamos a fazer a célula na mesa da cozinha - e que cozinha linda!
- Posso te fazer uma pergunta pessoal?
- Sim eu quero namorar com você.
- Deixa de ser bobo. - Passei gel no rosto dele. - Por quê você e a Michele não estão mais juntos?
- Sabia que era uma pergunta idiota! - E colocou um pouco de gel no meu nariz.
Ele brincou, mas desviou do assunto muito bem, tão bem eu nem percebi.
- Sabe, a Michele tava comigo no dia do acidente. - Comecei falar do nada. - Pensa... Você sair da escola e ver sua mãe em baixo de um carro, e sem vida.
- Lu... Eu fui e sou contra as atitudes da Michele.
- Ela me largou lá na rua chorando, e nunca mais falou comigo.
- Foi por isso que eu terminei com ela...
Ele se aproximou e abriu os braços, e eu fiquei naquele a braço gostoso.
Nunca gostei do Ian e nunca escondi isso também, era totalmente contra o namoro deles. E só quando senti aquele abraço percebi que agora estava do lado (frente) da pessoa certa.
Quando nos afastamos percebi que as lágrimas que eu nem percebi sair molharam todo o meu rosto.
- Miss. Blush? Seu blush derreteu. - olhei pra cima e vi aquele sorriso de "O que vai fazer?"
- Droga! Onde é o banheiro?
Fui correndo para o banheiro.
Esse é o meu tipo de emergência. Pensei.  
Ian entrou no banheiro, mas nem briguei , ele tinha sido legal comigo.
Tirei o blush e o delineador por completo, e vi aquele cara atrás de mim sorrindo - outra vez.
- Que foi? - e vi minhas bochechas ficarem rosa.
- Você é tão branquinha.
- Só por que você é menos pálido não tem direito de ficar zombando da minha cor desbotada.
- Você não é desbotada. Você é linda.
Ele pegou a minha cintura e me virou, fiquei sem ação - mas só por dois segundos.
- Vamos terminar o trabalho? - e saí do banheiro.
- Claro. - coçou a cabeça.
Em apenas dois dias fizemos uma bela célula.
Ele me levou até a porta, mas eu sentei na calçada e ele se sentou também.
- Agora é a minha vez, posso te fazer uma pergunta?
- Acho que sim. - Respondi com medo de me arrepender.
- Por quê você era contra meu namoro com a Michele?
- Sei lá, não fui com a sua cara.
- Adoro a sua sinceridade - falou reprimindo um sorriso.
- E eu quando você sorri - confessei sem pensar.
- Tô começando a gostar disso. - segurou minhas mãos.
- Melhor eu ir. - Me levantei, mas ele ainda segura uma das minhas mãos. Olhei para aqueles lindos olhos, seriam verdes ou azuis?
- Você precisa ir mesmo?
- Sim.
Ele saiu no portão comigo e na nossa despedida desajeitada acabou rolando um selinho. Me virei rosa de vergonha e dei de cara com a Michele.
- Você foi rápido Ian... - saí pisando forte e não ouvi mais nada a não ser Sparks Fly da Taylor Swift nos meus fones de ouvido.

 

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