segunda-feira, 15 de julho de 2013

Lágrimas, Amizade e Amor, parte 5

- Espera amiga - esse foi primeiro sinal de falsidade. - Fiquei tão feliz de ver vocês dois juntos. Vocês estão namorando?
Olhei para a Michele, e lá estava ela, ruiva natural, olhos verdes e pele perfeita. Ela sabia muito bem que eu odiava quando ela me chamava de "amiga", pois pra mim é o maior sinal de falsidade - ela estava sendo falsa!
- Sim. Nós estamos namorando - Ian disse apertando a minha mão. - Algum problema?
- Não, de jeito nenhum, eu desejo o melhor pra minha melhor amiga e para o meu melhor namorado.
- É... estamos com pressa - falei.
- Eu vou com vocês, afinal, estudamos na mesma sala.
Chegamos na sala antes do professor, me sentei ao lado do Ian, e a Michele foi falar com as amigas dela. Fora todo mundo ficar olhando para mim e pra o Ian o tempo todo, as coisas pareciam normais.
- Ela tá mentindo descaradamente - Ian cochichou no meu ouvido.
- Eu sei. - Olhei pra ela, e ela sorria. - Não falou comigo quando eu mais precisava, agora vem com essa falsidade.
- Aquele dia que ela te viu lá em casa, não gostou nadinha.
O professor de literatura na - melhor professor - como de costume pediu para a líder da sala ler uma frase pra começar bem o dia.
- Professor - Ian levantou a mão - eu queria ler a frase hoje se a Catarina não se importar.
- Então venha ler a frase aqui na frente pra gente Ian.
Ele se levantou com um pedaço de papel na mão.
- "Não somos um casal melado, mas duvido que tenha alguém que duvide do nosso amor. Quer dizer, a gente duvida, mas a gente é louco." Tati Bernadi. Te amo Lucy.
Fiquei vermelha, todo mundo gritava e olhava pra mim, ele veio até a minha cadeira e me deu um beijo no rosto.
- Também te amo, muito. - Disse, aumentando a gritaria. A aula continuou normalmente, senti uma bolinha de papel bater no meu pé, olhei pro Ian e ele sorria pra mim.

Nossa. Ele tá apaixonado mesmo,
Parabéns Amiga.
Felicidades ao casal!

Mi.
Olhei pra ela, e ela sorria forçadamente, sorri de volta, mas com um sorriso de verdade.
Ficamos com os dois últimos horários vagos.
- Vamos lá pra casa? - Ian chamou com aquele olhar irresistível.
- Vamos. - Saímos de mãos dadas.
Chegamos na casa dele, não deu tempo nem de entrarmos, meu celular tocou.
Olhei o nome do Alê na tela, mas não quis atender, não iria conseguir mentir pra ele, e não estava pronta pra falar verdade.
O fim de semana chegou, e depois de quase três meses sofrendo, estava feliz, namorando com um cara lindo que curtia Boyce Avenue e livros do Nicholas Sparks. Minha vida poderia ser mais perfeita?
Depois de passar a madrugada assistindo uma comédia romântica  sobre um casal que queria se separar, acordei toda torta no sofá da casa do Ian.
- Eu vou ficar com a TV, esse sofá machuca a coluna. - Disse imitando uma fala da protagonista do filme.
- E eu vou ficar com você, mesmo com dor na coluna. - Fofo como sempre.
Beijo.
- Tenho que ir pra casa deve tá uma bagunça aquilo tudo.
- Só se você me deixar te levar. - Falou segurando meu braços.
- Tá bom, então vamos.


Coloquei a chave na porta.
- Que cor são seus olhos Ian? - perguntei.
- Verde azulado. - Sorriu.
- Assim não vale, são verdes ou azuis?
Abri a porta de costas.
- São da cor que você quiser. - Disse me beijando.
Empurramos a porta e continuamos nos beijando.
- Larga a Lucy agora - ouvi o grito do Alê - Bem que a Michele  me avisou.
- Calma Alê, não é nada disso.
- Quem é esse? - Ian me perguntou.
- Tá vendo, o babaca nem sabe que você tem um irmão. Lucy olha pra mim, eu quero ouvir uma justificativa, eu tô aqui desde de ontem à noite e minha irmanzinha simplesmente não dormiu em casa.
Só pensava em ir embora, mas ir pra onde se eu estava na minha casa?

Continua...

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