terça-feira, 16 de julho de 2013

Lágrimas, Amizade e Amor, parte 6


- Vai ter que casar.
- O quê? - eu e Ian dissemos juntos assustados.
- Isso mesmo, dormiu junto tem que casar.
Olhei pro Ian, o Ian olhou pra mim, nós dois estávamos em estado de choque, sem reação alguma. De repente o Alê começou a rir.
- Vocês tinham que ver a cara de vocês. Parecendo dois zumbis.
- Essa não entendi. - Ian disse.
- Nem eu. - Confessei.
- A Michele me ligou dizendo que você tinha passado a noite com o namorado dela.
- Ex! - Ian corrigiu.
- É, mas ela falou namorando, eu já estava vindo fazer uma visita, já que Hannah terminou comigo.
- Sinto muito Alê.
- Não sinta, ela me pegou com uma amiga dela.
- Cachorro! - Falei e olhei pro Ian. - Ou nem tanto.
- Então não vamos precisar mais casar? - Ian perguntou brincando.
 - Não.
- Já estava gostando da ideia.


- Me desculpa Alê - disse quando o Ian foi embora. - Eu fui uma irresponsável.
- É, você foi mesmo, mas eu também fui, então não se culpe só não repita, com frequência.
Sessão pipoca jogados no sofá.
Recebi uma mensagem.
- O Ian quer me encontrar à noite, posso ir?
- Claro, não chegando amanhã à tarde.
- Prometo.
Baguncei todo o quarto para encontrar o vestido perfeito e, não encontrei . Amarelo. Lilás. Com bolinhas. Com florzinhas, até encontrar um preto acinturado com saia de tule, fiz um traço gatinho com o delineador, suavizei o rosto com o blush - sempre! - coloquei um scarpin azul caneta, me olhei no espelho e me senti a própria Katy Perry de olhos escuros.
- Nossa maninha, como você está linda!
- Você achou mesmo?
- Linda demais, só não vai chegar tarde.
- Tá, e você, nada de receber visitinhas, viu?
- Sim senhora! - falou batendo continência.
O Ian combinou de me encontrar na praça.
TÔ TE VENDO. TÁ LINDA! - recebi uma mensagem.
Me virei, e lá ele estava, todo alinhado, parecia ter saído de um editorial de moda, segurando um lindo buquê de tulipas vermelhas.
- Li em algum lugar que as tulipas vermelhas simbolizam o amor eterno. - Disse.
Nos beijamos.
- Te amo, te amo, você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida desde de... desde de sempre. - Falei, ele me abraçou forte.
Alguém batia palmas atrás de mim.
- Comovente - era a voz da Michele. - Seu irmão sabe que você está aqui 'amiga'?
- Tanto sabe que quando ele ficou sabendo que nós estávamos juntos exigiu que nos casássemos, que bom que ele veio, né?
Ela ficou vermelha de raiva, saiu pisando forte.
- Por que você disse isso? - Ian quis saber.
- Porque ela tava merecendo.
- E aí, quer casar comigo? - perguntou de repente.
- Agora não, mas quem sabem um dia.
- É, quem sabe um dia...
Ficamos ali na praça namorando, como um casal meloso que não tem nada para fazer no final de semana.
- Sabe o quê me lembrei? - Ian perguntou.
- De quê amor?
- De uma frase da Martha Medeiros.
- Diz pra mim namorado culto.
- "E no amor é assim, não existe moral da história!"
Beijo.
Fim.

  

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