domingo, 24 de novembro de 2013

As coisas Estranhas

- Boa noite.
Foi tudo que ele disse depois do fim, não sei o que eu queria que ele dissesse mas foi estranho. Para contar a história do começo vamos voltar para o dia 23 de novembro de 2013, quando tudo começou.

Mexia do meu cabelo enquanto, falava com meu irmão a caminho do fliperama que nossos amigos frequentavam:
- Eles são uns malas - estava enchendo o saco do meu irmão. - Só vou lá por que sempre ganho e vocês me pagam o melhor hambúrguer do bairro, mas consequentemente um dos piores que eu já comi.
- Deixa de ser chata Luana, você só ganha por os caras ficam olhando pra você e não presta atenção no jogo.
- Que comentário mais desnecessário.
Chegamos no fliperama às 20h15, como de costume Fred, Ivan e Lucas já estavam lá.
- E aí, meninos? Prontos para serem derrotados?
- Acho que hoje não é a sua noite de sorte Lu - era Fred -,  a máquina quebrou.
- Não tem problema, vamos pular a parte que eu ganho de vocês e vamos direto comer o hambúrguer.
- Se você quiser eu r levo para comer alguma coisa melhor.
Meus anos de amizade com meninos me ensinaram muitas coisas, inclusive como dar um fora em um cara inconveniente.
- Se fosse... - até me esqueci o que estava falando ao ver que o cara que fez o convite era simplesmente lindo: olhos castanhos, pele morena e ombros largos. - Para comer hambúrguer eu não aceitaria, mas já que é outra coisa, vamos lá.
Nando puxou meu braço.
- Você tá louca? nem conhece esse cara - falou irritado.
- Nando você é só meu irmão, olha o ciúmes. - saí com o desconhecido.
Estávamos andando pelas ruas movimentadas, ele ria.
- Que foi?
- Você deve realmente ser louca, nem me conheci e aceita sair comigo, nem o meu nome você sabe.
- Então tá, meu nome é Luana, qual é o seu?
- Eduardo. Eu te conheço, você sempre ganha daqueles garotos.
Em resumo tomamos só um suco e sem segundas ou terceiras intenções ele me levou de volta ao fliperama. Trocamos números mas ele não ligou e, não apareceu no fliperama.
Já tinha perdido o interesse e a paciência, então ele chegou com sorrisos.
- Oi!
- Oi.
- Quer tomar um suco comigo?
- Não.
- Então vamos ao que interessa. Quer namorar comigo?
- Oi?
Não que eu não tivesse gostado da ideia, mas ele desaparece e chega com esse papo?
- Quer ou não?
Meus lábios estavam formando o não mas ele me beijou antes, e eu não tive como resistir.

Ficamos juntos por dois anos, ele era um ótimo namorado daquele que abre a porta, e conquista os irmãos ciumentos. Só que sempre desaparecia. Então um dia me deu boa noite e não apareceu mais.




Nenhum comentário:

Postar um comentário