quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O Amor É Como AChuva

Amor de fases na vida de pessoas comuns, que começam acreditando fidedignamente em seus alicerces e depois são surradas, aprendendo, que amar é viver e viver é tapa na cara. Assim designam que talvez ninguém mereça o seu real afeto e julgam qualquer nova tentativa de desfibrilá-lo como nula. Mas, de repente, um dia, no auge da maturidade, descobrem que desacreditar no amor é como acreditar que nunca mais irá chover. Pois, o amor é como a chuva, que quando se recusa a vir pode ressacar corações e planícies, mas uma certeza sempre há: um dia ela vem. Pode vir sorrateiramente, molhar devagar e lhe dar um tempo para se proteger em uma marquise qualquer, ou pode te colocar a prova de que se molhar também faz bem. E, quando ela vem pedindo para lavar a alma, faz todas aquelas chuvas que ameaçaram cair e não caíram se arrependerem, pois, a chuva presente é sempre a mais gostosa de dormir, de amar e de ouvir.

O aconchego da chuva se assemelha ao do amor, calmaria, sonhares e endividamento de lembranças. E ainda traz um sussurro que amansa corações e transforma ansiedade em alivio imediato. Então, acredite que vá chover, mas, também não deixe de contemplar os minutos de sol quando for momento. Pois, chuvas tempestivas sempre virão, a diferença é a ânsia de deixar-se molhar como se o amanhã nem existisse.

Esse texto lindo é do Frederico Elboni - dono do blog Entenda os Homens - ele é formado em publicidade e publicou um livros com suas crônicas e contos o Um Sorriso Ou Dois.

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