segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Sempre Tem Uma Garota, Parte 10

Abri a porta de casa permitindo que ela entrasse, soube que não tinha ninguém pelo fato de todas as luzes estarem apagadas. Acendi a luz da sala e olhei para o sofá que há uma semana havia beijando Luísa.
- Parece que seus pais resolveram nos deixar sozinhos - disse ela.
- Aposto que foi coisa da minha mãe.
- Casa legal - disse ela me puxando - não vai me convidar para comer alguma coisa?
- Claro.
A conduzi até a cozinha e vi um bilhetinho da minha mãe pregado no microondas:

TEM PIZZA! FOMOS AO CINEMA, DIVIRTAM-SE 

Esquentei a pizza e coloquei os refrigerantes em cima da mesa.
- E aí? - disse ela quando eu me sentei. - Você ainda tá afim da garota que não te dar a mínima?
- Como você sabe da Luísa?
- Porque você me deu o fora aquele dia na festa, só podia ter uma garota que não tá nem aí para você, pra você me dar o fora.
- Convencida.
- Realista - ela se inclinou pra perto de mim. - Eu sou uma ruiva muito bonitinha.
E eu era um cara que estava morrendo de vontade de beijá-la. Quando me inclinei para me aproximar ela se afastou.
- Vamos comer! - disse ela toda animada.
Terminamos de comer e eu morri de rir com algumas coisas que ela me contou.
- Já te contei bastante sobre minha vida, agora eu quero saber sobre você.
- Têm fotos minhas de quando eu era criança lá em cima, quer ver?
- Por quê não?
Ela me seguiu escada a cima. Abri a porta do meu quando e acendi a luz, ela se sentou na minha cama sem cerimonias, tirando as sapatilhas dos pés.
Peguei uma caixa em cima do guarda-roupa e me sentei ao lado dela me livrando dos meus próprios tênis.
- Promete que não vai rir? - falei antes de entregar o álbum para ela.
- Não.
- Que coisa mais fofa! - a primeira foto que ela viu foi uma de quando eu tinha uns 10 meses, eu estava pelado. - Que bundinha bonita!
- Para com isso - comecei a rir junto com ela.
Ficamos um tempão olhando minhas fotos, algumas eu estava com a cara enfiada num bolo de aniversário, em outras eu não tinha dente.
- Dá próxima te levo lá em casa para você ver minhas fotos - disse ela se levantando.
- Próxima, é?
- Por quê? - ela sorriu beijando meu rosto. - Você não quer ver minha bundinha?
- Claro que eu quero.
Nos beijamos uma vez, foi quase um toque, mas depois as coisas ficaram mais intensas. Quando nós nos jogamos de novo em cima da cama ouvi o barulho de passos na escada.
- Acho que meus pais chegaram.
- Não tem problema - disse ela beijando canto da minha boca. - Eles que provocaram esta situação.
- Você tem razão.
Continuamos nos beijando, porque Mel era incrivelmente louca e eu estava loucamente apaixonado. Só naquele momento percebi que ela era minha garota.

Fim!


domingo, 26 de outubro de 2014

Na Dúvida Abrace

Sou daquelas que não dispensa um abraço. Abraço amigas, amigos, parentes e até os não tão amigos assim. Gosto de sentir a energia do outro por um abraço.
Nessa minha fissura por abraços gostosos, já ganhei muitos abraços desgostosos, existem aqueles que vêm acompanhados de tapinhas nas costas, desses aí nunca gostei, sei lá, me parecem um pouco falsos, e têm aqueles que não dá para sentir a pessoa, ela fica tão longe que mais parece uma tentativa de se afastar.
Mas também já ganhei abraços deliciosos, daqueles que faz os músculos doerem por causa da força e o coração acelerar por causa da intensidade. Outros que me tiraram do chão literalmente para me fazer muito feliz. E ainda têm aqueles que me fazem fechar os olhos instintivamente.
Enfim, se me perguntarem mais uma vez o que eu quero ser quando crescer vou dar uma resposta diferente, mas sincera: Eu quero ser uma daquelas pessoas que abraçam o mundo sem reservas.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O Toque Que Alivia a Dor

Faltavam três minutos para tudo acabar, mas Nara não sabia, nem Matt. Eu sabia, na verdade eu sempre sei, porque eu sou o narrador, e tudo que começa e acaba é da minha conta.
Nara estava estava chorando baixinho, num canto do cemitério, no canto onde seus pais tinham sido enterrados. Matt tinha ido visitar o túmulo do seu melhor amigo que tinha morrido há alguns meses. Ele escutou um soluço e resolveu ver o que era - é preciso dizer que o cemitério era cheio de árvores - Matt avistou Nara e a achou muito bonita mesmo de longe, sentada no chão e chorando.
Pensou por exatos três minutos, então:
- Chorar não alivia a dor.
Ela levou um susto só então se virou para a voz que havia dito aquilo, era de um cara de uns vinte e poucos, que também possuía os olhos inchados, possivelmente de chorar.
- E o que alivia?
- Ainda não sei, mas sei que não é chorar - apontou para os próprios olhos. - Sou Matt.
- Nara.
Sorriram quando as mãos se tocaram, porque souberam por uma fração de segundo que todo o sofrimento tinha acabado.

sábado, 18 de outubro de 2014

Por que escrevo


Tenho andado distraído... A música não mentiu, as vezes sinto que não estou onde estou e que não estou fazendo o que deveria.
As pessoas me enchem o saco com tudo, tô cheia de todos dando opinião e ninguém aceitando a minha. Dos 441 posts aqui escritos, é possível que mais da metade seja de desabafos. Gosto de escrever por isso, quando vejo meus problemas transformados em palavras tudo me parece tão pequeno, tão sem necessidade, e é por isso que também acho uma bobagem me sentir mal com as coisas, porque afinal, um dia tudo isso acaba e eu só vou me lembrar de uma vida cheia de reclamações. Já disse muitas vezes que não importa o sentido do que escrevo, importa o sentido do que vocês entendem, então entendam o quiserem e não sejam confusos.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Poucas Palavras e Um Conselho

Não passe os momentos bons pensando nos momentos maravilhosos, nem os momentos maravilhosos pensando nos incríveis, pois o que eu aprendi nesses meus 18 anos de vida é que ficar idealizando as coisas é um péssimo tanto para quem faz quanto para as pessoas ao redor.
As palavras de hoje são curtas, na verdade são mais um conselho: Aproveite tudo, mesmo as coisas ruins, porque é dela que na maioria das vezes acontecem as coisas incríveis.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Sempre Tem Uma Garota, Parte 9

Era sábado e eu havia contado no relógio cada minuto que passava para aquela aula entediante do cursinho acabasse logo. Saltei na mesa com um pulo quando a aula finalmente acabou.
Luisa atravessou meu caminho quando eu estava quase saindo da sala:
- Sabe o que eu tava pensando? - nem esperou a resposta. - Você podia ir lá pra casa eu tô sozinha, que tal?
Acho que tudo que eu desejei desde que vi Luisa no cursinho era um convite como aquele, passar a noite com ela com certeza seria uma das melhores experiências da minha vida, só que me vi dizendo uma coisa completamente contraria:
- Não posso, vou me encontrar com uma amiga daqui a pouco.


Mel era a única pessoa que estava sentada sozinha naquela lanchonete lotada. Ela me viu e levantou o braço como para mim ter certeza que era ela mesma.
- Oi - não sabia se me inclinava para dar um beijo no rosto dela ou só me sentava.
- Fala aí.
Ela ficou de pé me permitindo ver uma blusa aperta dessas que mostra a barriga que as garotas usam bastante hoje em dia, e uma calça jeans alta, o cabelo ruivo estava solto, me desconcertei todo quando que ela percebeu que eu estava fazendo uma vistoria do corpo completo dela. Então ela se inclinou e me de um beijo no rosto.
- Vamos! - disse ela para minha surpresa.
- Pensei que a gente fosse comer aqui.
- Não seu bobo, nós vamos jantar na sua casa, acabei de ligar para sua mãe.
- O quê?
- É, seus pais já jantaram, mas eles não se importam de você me levar, na verdade eles me adoram.
A menina era completamente louca.
 - Vamos.
Eu só podia estar enlouquecendo também.

Continua...

domingo, 12 de outubro de 2014

Quando Peguei Uma Garota ( antes de julgar pelo título tente ler)

Dia desses estava passando na rua toda feliz, nem lembro por quê tanta felicidade, mas isso já não importa, o que importa mesmo é que uma vizinha minha tava passando, não uma vizinha que eu tenho amizade, mas uma daquelas que só é preciso falar "oi". Mas como percebi ela não queria dizer só um "oi", ela estava com uma garotinha no colo de aproximadamente uns oito meses que estava dormindo.
Não sei se quando vocês chegaram neste ponto da crônica já entenderam o que a tal vizinha queria mas se não entenderam eu explico. Ela queria que eu levasse a garotinha para casa dela, porque a tal garotinha tinha dormido, e não era fácil levar ela no colo com um guarda-cuva aberto por causa do sol. Tá, eu que não me acho a pior pessoa do mundo peguei a garotinha com o braço esquerdo - que eu não tenho força nenhuma - e o guarda- chuva aberto.
Desastrada como eu sou aquilo poderia acabar como um grande desastre, mas quer saber? consegui levar, não sei como as mães conseguem, mas sei que isso é uma situação muito chata, você passa na rua e todas as pessoas te olham como se você tivesse prestes a derrubar a tal criança, que sim, dormia tranquilamente!

sábado, 11 de outubro de 2014

18 Anos Sem Renato Russo

Faz tempo que aquela linda voz se calou, para ser exata faz a minha idade que as pessoas não ouvem e veem um Renato Russo ao vivo, isso, faz mesmo dezoito anos que ele nos deixou.
Poderia está aqui fazendo um texto triste sobre o fato de a vida um dia acabar, mas a vida é boa demais e a voz do Renato Russo é linda para mim ficar gastando o tempo assim.
Vamos ouvir um pouco?!



Tudo bem...

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Quebra de Promessa + Maroon 5

Como vocês sabem - ou deveriam saber - eu fiz uma promessa de só postar contos e crônicas todos os dias do mês. É só olhar aí do lado e ver a quantidade de posts para saber que eu não estou cumprindo essa promessa. Pois é, meu computador deu problema - o que não é uma novidade - e não consegui postar nada mesmo. Mas vou postar - sem certeza - o resto do mês.
Já que quebrei um pouco a promessa vim também compartilhar o clipe da música Animals do Maroon 5 com vocês, tem gente criticando, mas eu particularmente adorei:

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Vida Que Segue

O cobrador do ônibus me ajudou a tirar minha mala, olhei em todas as direções, não tinha ninguém me esperando. Também, havia saído daquela cidade cinco anos antes jurando nunca mais voltar. Como por costume estava me contradizendo, eu, uma Luana de 23 anos, mais responsável, e sem ter pra onde ir.
Minha mãe me levou para longe dali quando eu tinha 18 anos, por causa de uma série de boatos envolvendo o namorado da minha melhor amiga e eu. Não estava nem aí para o que as pessoas pensavam de mim, e sei que por ser uma cidade pequena elas devem ter pensado horrores, mas só ligava para o que a minha - até então - melhor amiga pensava. Não neguei nada, eu havia sim beijado o namorado dela durante uma festa, mas o álcool já tinha subido na minha cabeça fazia tempo e na dele também.
Passei em frente a minha antiga casa, e fui para uma pequena pousada. Percebi o olhar das pessoas, algumas acho que não me conheceram com o cabelo curto, muitas encaram minhas roupas e meu par de coturno.
À noite soube da existência de um cinema e resolvi ir assistir um filme qualquer, era uma novidade pra mim o fato de ter um cinema naquela pequena cidade. Era uma animação muito divertida. Saí do cinema sorrindo por ter encontrado velhos amigos.
Dei de cara com Aline - minha melhor amiga - seu namorado, e uma linda garotinha de mais ou menos três anos.
- Oi - disse eu meio assustada.
- Oi - a menina respondeu toda sorridente.
- Não fale com estranhos filha. - Disse Aline colocando segurando a mão da menina, então eu vi a aliança brilhar na mão esquerda dela.
Eles tinham se casado. 

domingo, 5 de outubro de 2014

Para Se Apaixonar

Olhei para trás umas duas vezes, não era possível, o idiota do meu ex namorado estava mesmo com a idiota da Lília. Olhei pra frente de novo, porque sinceramente não nasci para ficar olhando beijos alheios. 
Peguei a mochila e saí da sala, era desnecessário eles ficarem se agarrando na minha frente para me provar que estavam felizes.
- Espera Vivi - João veio correndo em minha direção.
Parei porque já não sabia ir para casa sem o João.
- Fala John - eu disse meio sem graça. - Qual é a boa?
- Sua cara que não é - entrelaçou os dedos nos meus e saímos do colégio de mão dadas. - Você não pode ficar desse jeito por causa daquele babaca enquanto você tem um deus grego ao seu lado.
João era mesmo lindo, não lindo do tipo deus grego, mas ele era um magrinho de olhos cinzas muito charmoso.
- Tá John, quando eu me recuperar eu te dou uma chance.
Ele revirou os olhos sabendo que eu jamais ficaria com ele, não de novo, o meu primeiro beijo foi com ele numa brincadeira entre amigos e não tinha sido a melhor experiência do mundo.
- Eles estão vindo aí atrás quer fazer ciúmes? - perguntou João apertando minha mão.
- Quero - não sabia qual era a ideia de João de "fazer ciúmes", mas estava pagando para ver.
Ele esperou que Lília e Fernando - meu ex  - chegassem mais perto para soltar minha mão, Ele segurou meu cabelo com uma das mãos e me beijou, um beijo intenso que de princípio me surpreendeu, mas logo correspondi com a mesma intensidade.
Assim que ele me soltou e eu encarei os olhos cinzas dele senti meu rosto queimar, eu deveria estar vermelha.
- Mais um pouco - o puxei para perto novamente e o beijei.
Quando nossos olhos se encararam outra vez sorrimos no mesmo instante.
- Acho que acabei de me apaixonar John.
- Que bom, porque eu sempre fui apaixonado por você.

sábado, 4 de outubro de 2014

Sempre Tem Uma Garota, Parte 8

- Vocês lembram da menina que ficou dançando comigo na festa sábado?
Eduardo e Bruno se olharam.
- Se lembro - disse Eduardo pensativo. - Não sei como você deixou escapar aquela ruvinha, ela é mais gata que a Luisa.
- Pois é, ontem e fui na casa da ruiva doidinha.
- Que isso Filipe? - Bruno reclamou - ontem você tava com a Luisa e agora vem dizer que também viu a ruiva.
Entramos no colégio e eu suspirei.
- Minha mãe é amiga da mãe dela, aí nós fomos lá ontem, eu não sabia. Ela é louca.
Passamos pelo pátio em direção a sala.
- Vou sair com ela.
- E a Luisa? - Bruno perguntou surpreso.
- Sei lá. A Mel é louca, adoro pessoas loucas.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Só Penso Em você

Você monopoliza meus pensamentos de uma tal forma que eu já estou ficando de saco cheio, sério as vezes fico cansada. Porque até no meu descanso - e quando eu nem tô acordada - você aparece na porcaria dos meu sonhos.
É muito legal sentir isso tudo, mas cara, estou quase tendo uma overdose dos meus pensamentos.
Vou meditar e voltar a te procurar daqui uns dois anos, aí quem sabe eu comece achar isto que as pessoas chamam de paixão uma coisa saudável.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Na Fila do Banco

Fui pagar o boleto de uma inscrição que minha prima fez no Banco da minha cidade. Estava lá há quase duas horas, minha playlist já tinha me enjoado. Quando faltava apenas uma pessoa para chegar na minha vez olhei para o vidro onde a moça que atendia ficava, e vi um reflexo lindo na minha trás, então o olhei, ele era lindo, alto, magro - sempre gostei dos magrinhos -, e sorria para mim, Para mim.
- Oi - disse ele.
- Oi, pensei que você não ia falar comigo.
- Ahhh?
- Gostei do seu cabelo.
Fiquei vermelha, provavelmente não tão vermelha quanto a cor do meu cabelo.
- Obrigada.
- Quer tomar um sorvete depois?
- Eu nem te conheço.
Ele estendeu a mão em minha direção.
- Sou Gregório Mattos.
- Igual ao escritor - disse eu duvidando.
- É, igual ao escritor, qual seu nome?
- Bela, só Bela.
- Legal. Quer tomar um sorvete comigo Bela?
- Quero.
A pessoa que estava na minha frente saiu, então eu quitei o boleto e dei um sorriso bobo para Gregório quando passei por ele, ele retribui mostrando o londo sorriso.
O esperei na porta, mas ele não apareceu, voltei para procurá-lo, mas não achei.
Coloquei meus fones para toca You're Beatiful do James Blunt