quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O Toque Que Alivia a Dor

Faltavam três minutos para tudo acabar, mas Nara não sabia, nem Matt. Eu sabia, na verdade eu sempre sei, porque eu sou o narrador, e tudo que começa e acaba é da minha conta.
Nara estava estava chorando baixinho, num canto do cemitério, no canto onde seus pais tinham sido enterrados. Matt tinha ido visitar o túmulo do seu melhor amigo que tinha morrido há alguns meses. Ele escutou um soluço e resolveu ver o que era - é preciso dizer que o cemitério era cheio de árvores - Matt avistou Nara e a achou muito bonita mesmo de longe, sentada no chão e chorando.
Pensou por exatos três minutos, então:
- Chorar não alivia a dor.
Ela levou um susto só então se virou para a voz que havia dito aquilo, era de um cara de uns vinte e poucos, que também possuía os olhos inchados, possivelmente de chorar.
- E o que alivia?
- Ainda não sei, mas sei que não é chorar - apontou para os próprios olhos. - Sou Matt.
- Nara.
Sorriram quando as mãos se tocaram, porque souberam por uma fração de segundo que todo o sofrimento tinha acabado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário